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Chu Ming Silveira - a arquiteta que inventou o orelhão



Um dos mobiliários urbano mais conhecido e hoje talvez até deixado de lado, o orelhão faz parte da história do Brasil, com sua forma icônica e que já levou muitos a se perguntar o porque dessa forma. Foi um sucesso antes das epidemias de telefones celulares, e hoje ainda presente nas ruas da cidade, ainda dá suporte para quem precisa de uma ligação urgente. Mas quem projetou ele? Como ele foi projetado? Acredito que essas perguntas nunca se passaram por nossa mente, porém hoje o google despertou a curiosidade em muita gente, homenageando a arquiteta Chu Ming Silveira, responsável pela criação do orelhão.


Arquiteta sino-brasileira, Chu Ming Silveira, nasceu em Xangai, e fez faculdade de arquitetura e urbanismo na FAU -Mackenzie, em São Paulo, se formando em 1964. Logo começou a trabalhar na Companhia Telefônica Brasileira (CTB), também em São Paulo. Era responsável por realizar anteprojetos, coordenar o desenvolvimento e acompanhamento de obras.

Como surgiu o orelhão?

O problema
Encontrar uma solução em termos de design e acústica para protetores de telefones públicos, que apresentem uma relação custo-performance melhor que a dos já existentes e que se adequem às condições ambientais.

As soluções existentes
1.Telefones sem nenhuma proteção, simplesmente instalados em paredes de bares, farmácias, etc. 
2.Telefones em postos de serviços localizadas em edifícios e praças, de forma concentrada. Estas soluções carregam em si uma série de inconveniências para o usuário e não atendem ao publico em geral.


Os projetos (o ovo, a origem)
Com o objetivo de encontrar uma solução inteiramente nova fizemos uma pesquisa sobre os materiais existentes e respectivas técnicas de execução. Escolhemos o acrílico e o fiberglass pelo fato de suas qualidades atenderem aos requisitos propostos. Foram realizados estudos para três classes do problema: solução para ambientes fechados (o orelhinha), solução para ambientes semi-abertos (as conchas, principalmente para postos de gasolina) e solução para ambientes abertos (os orelhões modulares para logradouros públicos de um modo geral). Primeiramente foi elaborado o projeto orelhinha, cujas dimensões são relativamente pequenas devido às limitações do espaço para qual se destinam. 
A idéia surgiu em princípios de 1970 e por diversas razões o primeiro protótipo em acrílico de 6 mm de espessura só foi executado em meados de 1971 e colocado em testes pela então C.T.B. no saguão do seu edifício sede, onde até hoje está em perfeita condição de uso. O orelhinha foi projetado para ser fixado em paredes e em pequenos postes, podendo contudo, seu adaptado a muitos outros tipos de suporte.Sua forma oval foi adotada não só por suas características acústicas e de design bem como pela sua coerência com o método de execução.


À época de seu lançamento foram denominados pela CTB, Chu I e Chu II, em homenagem à sua inventora. O modelo Chu I, em acrílico cor-de-laranja, foi idealizado para telefones públicos instalados em locais fechados, como estabelecimentos comerciais e repartições públicas, ao passo que o Chu II foi concebido para áreas externas, fabricado em fibra de vidro nas cores laranja e azul, resistente ao sol e à chuva, ao frio e às altas temperaturas brasileiras. As cidades do Rio de Janeiro e São Paulo receberam os primeiros telefones públicos com os novos protetores, nos dias 20 e 25 de janeiro, respectivamente. A população logo criou apelidos para a novidade, como “Tulipa”, “Capacete de astronauta” e o definitivo, “Orelhão”.  
Mais imagens:





Leia mais no site: orelhao.arq.br.

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Bisou, Helo.



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