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Entrevista com Diogo Giácomo Tomazzi

Na noite do dia 21 de setembro estivemos em uma palestra com o arquiteto e designer Diogo Giácomo Tomazzi no Casa Hall Shopping em Balneário Camboriú. Onde ele nos falou um pouco de sua trajetória e também da Linha Fibonaci desenvolvida para o DW.
Tivemos o privilégio de entrarmos em contato com ele alguns dias após a palestra e ele nos concedeu uma entrevista para compartilharmos aqui no blog! Espero que vocês gostem e conheçam um pouco mais do trabalho do Diogo.

O que te motivou a cursar arquitetura e urbanismo?
Foi uma escolha muito natural, já tinha facilidade para desenhar, pintar e criar objetos, no final do colegial fiz um teste vocacional e resultado apontou para artes, arquitetura e áreas correlacionadas. 

Qual foi o maior desafio para entrar no mercado após formado?
Sempre trabalhei durante a faculdade, comecei como bolsista na área de pesquisa, mas depois senti a necessidade de ter a vivência do mercado. Fui estagiário e tive a sorte de ter trabalhado em grandes escritórios de arquitetura de Florianópolis, como Mantovani e Rita e Marchetti+ Bonetti. Foram grandes escolas, peguei a transição do desenho na prancheta para o CAD, mas nunca perdi o desenho a mão. Acompanhar a rotina de um escritório, busca por materiais novos, atendimento dos clientes, visita a obra, etc. Foi algo construído durante anos e ainda estou aprendendo.

O que te levou a para o design industrial?
O meu interesse por design de produto foi crescendo à medida que ganhava mais conhecimento na área de arquitetura, na vivência em escritórios e trabalhando com interiores. Era uma necessidade de aprender e me aprofundar no assunto para criar algo sempre novo.  Tive uma orientadora durante a universidade que havia estudado design na Suécia, via todos os livros sobre design escandinavo e fiquei apaixonado!  Também trabalhei em ótimos escritórios em São Paulo e me deram espaço para criar peças especiais para os clientes. Morar em Londres e ter visitado a feira de Milão reforçou meu trabalho como designer.  

Quais são suas principais referências tanto na arquitetura como no design?
São muitas! Gosto muito do design escandinavo e atualmente tenho pesquisado sobre arquitetos e designers americanos da década de 50.

O que mais inspira você no processo criativo de um produto/projeto?
É uma somatória de fatores. O lugar onde eu moro tem uma grande influência nos projetos e produtos, crio uma relação com o espaço e busco referências onde meu olho alcança. Cada projeto e cliente é único, vai depender de cada necessidade. Mas no geral, a base de todo o processo está na escolha do material, na funcionalidade e ergonomia.

Das suas criações, qual a sua preferida?
A última! (rs)

Como foi participar do DesignWeek?
Foi incrível! Eram muitos eventos paralelos acontecendo ao mesmo tempo, pude rever amigos e colegas de profissão e trocar experiências. Eu participei de um coletivo feito especialmente para o evento, juntamente com o um paisagista e designer de produto. Apresentamos uma linha de mesas e luminárias no Design House, um dos muitos eventos do DW. Foi um sucesso, recebemos elogios de grandes publicações e profissionais da área.

Como você vê o design no Brasil?
O mercado de design está ficando profissional, as empresas estão sentindo a necessidade de se diferenciar no mercado, seja para aproveitar melhor o mercado interno seja para se diferenciar do seu concorrente. É um caminho sem volta, quem não investir em design e não contratar um profissional, não sobreviverá.  

Qual a sua visão sobre o mercado catarinense para o design?
Aqui em SC temos cultura do fazer, temos industrias e matéria-prima. Existem poucas empresas que enxergam o design como diferencial e como ferramenta para alavancar vendas, mas acredito que o cenário está mudando. É uma questão de tempo, a crise atual tem sido uma oportunidade para as empresas rever seus produtos e processos. O design não é só dá uma cara bonita, ele precisa fazer parte de todo o processo de produção. Tenho sido procurado por empresas para desenhar bicicletas, um super desafio!

Qual sua mensagem para estudantes de arquitetura/designer?
Primeira coisa é preciso ter interesse, ter curiosidade, buscar pessoas que trabalham no ramo. Viajar (pode ser no Brasil mesmo, ok?), visitar exposições, museus, feiras de design e arquitetura, saber mais sobre os grandes criadores (artistas, designers, arquitetos). Fazer estágio em escritórios na qual se identifique, participar de concursos, ter desafios, arriscar, trabalhar com gente bacana. Ande com os melhores colegas, eles certamente influenciarão muito na sua visão profissional.  

Algumas de suas criações:

Luminária Junina.

Mesa Cone.
Restaurante Santinho - MCB.
Mesa Compee
Linha Fibonaci - DW.
Agradecemos mais uma vez ao Diogo por nos conceder essa entrevista e o desejamos cada dia mais sucesso!

Bisous,



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